segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É melhor entender para lidar melhor com as diferenças


Artigos sobre namoro e relacionamento.

Sexo: o que os homens e as mulheres querem?

Sexo é, sem dúvida alguma, um dos assuntos que mais despertam o interesse das pessoas. Se fizermos uma rápida busca pela palavra na Internet, nos depararemos com quase 65 milhões de resultados, isso apenas na língua portuguesa. Vídeos de sexo, notícias sobre sexo, dicas sobre sexo, informações científicas sobre sexo... Tudo isso indica que as pessoas estão muito interessadas no tema.Embora esteja diretamente associado ao prazer, o sexo frequentemente é fonte de desentendimentos. Esses desentendimentos costumam ser bastante relatados nas mensagens que recebemos no Seja+. Em sua grande maioria, trata-se de mensagens mulheres que se queixam de homens que “só querem sexo”. Para estas mulheres, a proposta, deles, de ter relações sexuais no primeiro encontro (ou em um dos encontros iniciais) é interpretada como falta de interesse em um relacionamento sério. Em seu pensamento, se eles querem fazer sexo, é porque não querem ter um compromisso. Será?
Usando a expressão da escritora Thalita Rebouças, homens e mulheres são “feitos de tipos de massinha diferentes”. Isso não significa, no entanto, que os dois gêneros sejam completamente diferentes e que o entendimento entre ambos não seja possível. Significa apenas que homens e mulheres têm maneiras distintas de pensar diferentes assuntos, sendo o sexo um destes. Aproveito e faço uma ressalva importante: quando me refiro a “homens” ou a “mulheres”, evidentemente estou fazendo generalizações. Não quero sugerir que todos os homens ou todas as mulheres pensem da forma X ou Y. As pessoas são diferentes e têm modos diversos de pensar, independentemente de seu gênero. Acontece, no entanto, que estamos inseridos dentro de uma mesma cultura, em que homens e mulheres têm determinados papéis, e por isso a cada gênero são ensinados certos tipos de valores.
Feita a ressalva, voltemos ao nosso assunto. Homens e mulheres têm modos distintos de pensar o sexo e de lidar com ele. Mas se os pensamentos são tão diferentes, como pensam homens e mulheres sobre o sexo? Vejamos.
As mulheres e o sexo Em geral, para a mulher, o sexo está atrelado ao sentimento. Para ter relações sexuais com um homem, é preciso sentir algo por ele, ter algum envolvimento, ter ao menos iniciado algum tipo de relacionamento mais sério. Para muitas mulheres, fazer sexo é dar um passo além em uma relação, torná-la mais profunda. Por esta razão muitas preferem não ter relações sexuais em um primeiro encontro. Se não conhecem bem o homem com quem estão saindo, não parecem ter um bom motivo para fazer sexo com ele.
Os homens e o sexo Para os homens, a coisa não se passa bem assim. Outro dia ouvi uma frase que tem muito a ver com o assunto e que faz todo sentido: “mulheres conhecem melhor e então fazem sexo. Homens fazem sexo para conhecer melhor”. Ou seja, o caminho é diferente, mas o fim é o mesmo. Grande parte dos homens não associa sexo a sentimento como as mulheres. Isso não significa que o sexo deles seja desprovido de sentimento, de modo algum. A questão é que eles não consideram o sentimento como um “pré-requisito” para fazerem sexo como muitas mulheres consideram. Para eles, o “pré-requisito” é desejar ter prazer, prazer este que pode levar ou não a um relacionamento mais sério.
O que fazer com as diferenças? Entendidas, em linhas bem gerais, as diferenças básicas entre o pensamento masculino e o feminino sobre o sexo, fica a dúvida: o que fazer para chegar a um entendimento? Para haver entendimento, é preciso que ambos os lados desejem se entender. E se entender não é equivalente a pensar igual. Vejo que a coisa se complica quando homens acham que mulheres devem pensar como eles, e vice-versa. Um lado pode até entender o do outro, o que não significa que o modo de enxergar essa ou qualquer outra questão vá necessariamente se modificar. Assim sendo, minha sugestão, para homens e mulheres, é que tentem ao menos entender o modo de o outro de pensar. Quando me refiro a entender, quero dizer que é preciso se colocar no lugar da outra pessoa e tentar se aproximar do modo como ela percebe o sexo. Não se trata, portanto, de julgar o outro de acordo com seus próprios parâmetros, pois esse seria um julgamento preconceituoso. Fora essa sugestão mais geral, tenho ainda outras específicas a cada gênero. Vamos a elas.
Para os homens Tenham a consciência de que, quando disserem ou insinuarem que desejam ter relações sexuais nos encontros iniciais, vocês podem ser interpretados pelas mulheres como pessoas interessadas apenas em sexo. Se a intenção for essa mesmo, não há nada a fazer. Caso contrário, é preciso ter sutileza e demonstrar, de todas as formas possíveis, que você não deseja somente uma transa e nada mais. É importante mostrar também que sexo não é sinônimo de falta de respeito e que você a respeitará caso ela queira e caso não queira ter relações. Obviamente nada disso deve ser mostrado ou dito apenas da boca para fora, sem que suas ações correspondam ao que você expressa.
Para as mulheres O fato de os homens não atrelarem sexo a sentimento não quer dizer que eles sejam todos uns insensíveis, interesseiros ou tarados. Pelo contrário, eles podem ser extremamente carinhosos, sensíveis e respeitosos na hora do sexo, que pode até dar origem a um relacionamento. Se eles querem ter relações sexuais nos encontros iniciais, isso não significa nem que eles querem apenas sexo e nem que o sexo vai fazer com que eles queiram se casar. Nem um extremo, nem outro. Uma coisa importante, de que muitas mulheres se esquecem, é que sexo faz parte da relação entre duas pessoas. Não é, portanto, um mero “acessório”. Por isso, é importante saber se há afinidade na cama. Afinal de contas, de que adiante estar apaixonada se, no sexo não há sintonia? Sendo assim, Sugiro que tentem não tratar o assunto como um tabu ou como algo secundário.
Finalmente... Dito tudo isso, espero que todas essas ideias que apresentei aqui sirvam para que homens e mulheres possam refletir sobre sua própria maneira de perceber o sexo e de lidar com ele na prática. Espero que se lembrem de tudo isso quando fizerem contatos no site e também nos encontros que marcarem. Boa sorte a todos e todas!

Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga

domingo, 9 de janeiro de 2011

Saia da condição de vítima


Você não escolheu se apaixonar, mas pode escolher não sofrer
Site Personare - por Alexey Dodsworth 
Eu passei grande parte da minha vida escutando a frase-feita que mais sucesso faz no universo maravilhoso das crenças falsas: não escolhemos por quem nos apaixonamos. É verdade, não escolhemos. Podemos nos apaixonar por gente que não vale um miligrama do que come. É mais assustador ainda considerar que nós mesmos podemos ser estas pessoas na vida de outro alguém que também sofre por nós. Mas em qualquer um dos casos, eu sou inclinado a concordar que, de fato, não escolhemos por quem nos apaixonamos. Paixão, como o nome diz, vem do grego pathos, o mesmo termo que dá origem a "patológico". A paixão é prima-irmã da doença. E ninguém escolhe se apaixonar, tanto quanto não escolhemos ficar gripados ou pegar caxumba. Acontece.

Epa! Mas então por que será que eu digo que isso faz parte do universo das crenças falsas? Ora, não é preciso muito esforço para perceber que por mais que não escolhamos por quem nos apaixonamos, esta "condição de vítima", esta "condição passiva" não é de forma alguma fatídica ou determinante. Se percebemos que nos apaixonamos pela pessoa errada, ainda assim temos escolhas. Temos a escolha, por exemplo, de não querer contato. Temos a escolha de, mesmo apaixonados por quem não deveríamos estar, racionalizarmos minimamente o processo de modo a não nos colocarmos à mercê de quem nos faz mais mal do que bem. Não estou falando de eventuais sofrimentos. Qualquer relacionamento saudável tem sua cota de sofrimento. Estou falando de apaixonar-se por alguém que, por diversas razões, se revela destrutivo para sua vida. Há muitas razões para isso: a pessoa pode ser comprometida e ficar te enrolando infinitamente; a pessoa pode mentir tanto que nem sabe mais discernir o que é verdadeiro do que é falso; a pessoa pode ter um ciúme digno de figurar numa peça teatral de Shakespeare (e, acredite, o ciúme shakesperiano não tem nada de bonito). Em suma, não irei aqui dizer o que é uma pessoa que nos faz mal. Nós sabemos quando uma pessoa nos faz mal. E ela pode nos fazer mal mesmo sendo uma boa pessoa. Basta que a paixão não seja correspondida. E, convenhamos, ninguém tem culpa de não se apaixonar pela gente, não é mesmo? Acontece.

Paixão e fantasia


A paixão é um veneno da mente. Por conta dela, ampliamos a imagem de uma pessoa, tornando-a mais importante do que ela realmente é. Esta pessoa por quem nos apaixonamos não é ela mesma. Não passa de uma perspectiva projetada de nossas fantasias. Para 99,99% da humanidade, a tal pessoa não tem importância alguma. E é tão relevante para o ser apaixonado, mas não tem relevância além daquela criada pelos mecanismos da fantasia. E é por isso que a paixão sempre estará abaixo do amor e nunca lhe chegará aos pés. Porque a paixão trata de fantasia, e o amor, de realidade.

Porque apaixonar-se é sempre por causa de: por causa da beleza do outro, por causa de sua inteligência ou de várias características sedutoras que o outro apresenta. E amar, ao contrário, é sempre apesar de. Amamos alguém apesar de seus defeitos, apesar de conhecermos seus lados mais sombrios. O amor enxerga, e muito bem. Quem sofre de cegueira é a paixão.

Apaixonar-se é absolutamente natural, e mais natural ainda é que esta paixão dê lugar ao amor na medida em que o tempo passe e aquela pessoa perfeita se converta naquilo que ela efetivamente é: uma pessoa. Isso quando a paixão é correspondida e é saudável. Insistência em paixões infuncionais, apego por quem nos faz sofrer, essas coisas não têm nada de amor e têm tudo de imaturidade ou, em alguns casos, têm a ver com desejo de autodestruição.

Não escolhemos por quem nos apaixonamos. Mas escolhemos dar corda para isso. E quando a paixão se revela destrutiva como uma doença, o tratamento é evidente: afastar-se do que nos causa mal é prerrogativa inicial básica para o retorno a um estado centrado. Em seguida, procurar trazer as projeções e expectativas passionais à luz da análise pode ajudar a mudar nosso gosto, permitindo que nos apaixonemos por pessoas melhores. Gosto é uma coisa que se refina com o tempo e com boa vontade. Assim é na música, na literatura, na culinária, e nos relacionamentos humanos não é diferente. A paixão é uma parte nossa, mas não somos nós. E jamais, nunca deveria ser a força mais poderosa a nos guiar a vida. Aliada à paixão devem vir as considerações racionais. E quem acha que uma coisa exclui a outra ou ainda está na adolescência, ou precisa de uma educação para a vida, de uma efetiva educação filosófica que lhe permita ir além deste falso cenário em que as coisas ou são da paixão ou são da razão. Afinal, é do contraste e da dança paixão-razão que brota a vida em sua forma mais plena e bem vivida.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano Novo

Amigos queridos,
Amanhã estaremos no último dia do ano de 2010...
e depois da meia-noite, virá o Ano Novo...
O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...
Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro (a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite,
do dia 31 de dezembro de 2010, teremos um ano INTEIRO pela frente!
Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha.
E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.
Desejo que sorriam o máximo que puderem.
Obrigada por fazerem parte da minha história e da minha família e por tornarem a minha vida mais colorida, mais alegre e mais feliz!
Desejo a todos um 2011 com muita paz, alegria, prosperidade,
amor , saúde, energia positiva e muuuuitas alegrias e realizações!!

Feliz 2011!


Para você que me acompanha, desejo tantas coisas para o ano novo.
Desejo que você viva o ano inteiro como se fosse ano novo, acreditando e correndo atrás de suas realizações.
Desejo que comece por um ponto e transforme seus sonhos em realizações.
Desejo também mais qualidade de vida e relacionamentos saudáveis.
E desejo que você se permita mais: se permita divertir mais, se conhecer mais, se aceitar mais, se amar mais.
Se permita um novo amor, um novo projeto, um novo olhar sobre a própria vida.
Desejo ainda mais....
Desejo que você sempre possa ser sua melhor versão.
Feliz 2011.
Roberta Júlia