terça-feira, 26 de setembro de 2017

O quanto você faz do seu melhor??

Perguntas sempre são bem vindas.
Com elas, nos conhecemos mais.

Hoje veio esta: o quanto eu fiz do meu melhor??

Ah! poderia sim ter feito mais,  poderia sim ter feito melhor, poderia ter me dedicado mais, poderia, poderia, poderia...

Poderia muitas coisas!

Quantas vezes nos sentimos assim.

Depois de 14 anos, fui desligada da empresa que trabalhava, 5 dias depois, não me sinto uma desempregada, "tenho em mim todos os sonhos do mundo"*, mas me pergunto se poderia ter feito mais.

E então vem a pergunta seguinte: e você estaria mais feliz fazendo mais?? Estaria melhor??

Acho que não, tentei não tornar o dia-a-dia ruim, porque não adiantaria nada, nada, fazer cara feia ou me tornar uma reclamona.

Com todas as minhas insatisfações, eu devia sorrir sempre. Ninguém merecia uma Roberta mal humorada, e mesmo porque não sou e nunca serei.... Consigo fazer o ambiente ficar agradável para se trabalhar, podendo colaborar com a equipe.

Mas no fundo, no fundo, queria tentar outras coisas - eu acho!

E como será o amanhã?
E como estarei no futuro?
Será que ainda me arrependerei de não ter feito o meu melhor??
Não sei! Só sei que fiz o que dei conta de fazer.

Tudo depende de mim... e isso dá medo... (olha ele de novo, já falei dele aqui no blog)

Posso tentar fazer o meu melhor a partir de agora??

Alguns podem dizer que perdi uma grande oportunidade, outros podem dizer que não, que tudo tem seu tempo (e tem mesmo) e que aconteceu como deveria ter acontecido.

Não quero me julgar e nem carregar isso comigo
(por isso, que escrevo)

Hoje eu quero é TENTAR fazer o meu melhor,

E quero TENTAR, sem julgamentos, sem cobranças, sem previsões de futuro,

E se não der, eu tento de novo.... rsrs....

Então bora tentar!

*Essa frase é do Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Uma noite, uma conversa interna e mais entendimento pra vida!

Essa noite fui dormir com alguma coisa que me incomodava e incomodava meu sono a ponto de acordar algumas vezes.

O sono estava leve, hora ouvia o pernilongo chato no meu ouvido, hora relembrava o fato que apertava minha alma....

Eu tinha falado de coisas que são tão importantes pra mim: vivências que tive e que foi tão difícil compreendê-las e de aceitar que era preciso mudar, com novas atitudes, pois com as mesmas, eu não chegaria a um lugar diferente.

E falar não é difícil, mas depois lembrar que tinha me exposto tanto me incomodou muito.

Pela manhã, eu acordei, um pouco cansada e o dia começou, com um sol lindo...
Gosto do começo do dia... sempre penso que um novo dia é uma nova experiência... uma nova oportunidade.

E lembrei de tudo que tinha sentido durante a noite... lembro que conversei com meu subconsciente.

E na conversa me perguntei porque estava me sentindo daquele jeito,
tentei me entender,
tentei me aceitar.

A exposição tinha transmitido às pessoas a Roberta que sou, cheia de mazelas e defeitos...
uma Roberta feia,
que passou por alguns perrengues...
me senti desnudada.

Mas em um dado instante, o consciente respondeu ao subconsciente: "realmente passei por muitas dificuldades, mas isso não é feio. é minha vida, e tenho que entender que isso faz parte de mim e de tudo que sou... não sou uma pessoa perfeita... mas sou linda, tão linda, tão, tão linda... aos olhos de Deus."

Lembrei que a medida que conversava comigo conseguia apaziguar um pouco meu coração, a medida que levava ao meu subconsciente a consciência que eu não devia achar feio a Roberta que sou, que eu tinha que me aceitar e que essa é minha vida de fato........ Então, o sono veio, o sonho se foi.......
E dormi. Em paz.

Durante o dia, relembrando da noite e da briga que havia travado com o sono e com o subconsciente, entendo que me aceitar como sou é necessário e me dá paz...

Ainda não sei se me dá alegria.
Sei que quando consigo tocar alguém com minhas histórias e meu conhecimento isso me dá alegria.
É... talvez seja isso!